TRANSTORNOS MENTAIS NA INFÂNCIA E ADOLESCÊNCIA










Os Transtornos mentais são frequentes na infância e adolescência (12,7% entre indivíduos de 7 a 14 anos) Vários fatores estão envolvidos no surgimento
Causam sofrimento ao indivíduo e/ou àqueles que convivem com ele
Tratamento pode levar à melhora dos sintomas e da qualidade de vida

  • Podem contribuir para o surgimento de diversos problemas:      

          Mau rendimento escolar
          Problemas de comportamento 
          Problemas de relacionamento com pais, professores e colegas 
          Envolvimento em atitudes delinquentes 
          Uso de drogas 
          Abandono escolar 
          Suicídio

  •  Transtornos de Ansiedade 

Ansiedade patológica: desproporcional ao estímulo 

Ansiedade de separação: 
Relacionada com a separação da casa ou da figura de apego principal 
Recusa em ir à escola, dormir ou ficar só 
Reações físicas (dor abdominal, náuseas, vômitos, cefaleia)

Transtorno de Ansiedade Generalizada 
Mais frequente na adolescência 
Preocupações excessivas 
Reações físicas 
Dificuldade para dormir 

  • Fobias 
  • Transtorno Obsessivo-Compulsivo Pensamentos intrusivos e repetitivos Comportamentos repetitivos (“manias”) Grande gasto de tempo
  •  Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade 
           Hiperatividade
Atividade motora excessiva (inquietação; está sempre correndo) 
Fala excessivamente 
Levanta-se do lugar várias vezes 
Impaciente, não consegue esperar a sua vez 
Responde com precipitação 
Interrompe os outros 
Mesmo sentado, fica se mexendo

  •  Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade 
          Desarenção
Esta com a "cabeça longe",precisa der chamado várias vezes 
Não termina as tarefas, dificuldade para manter a atenção por tempo prolongado 
Desorganização 
Perde material escolar com frequência 
Esquecimentos 
Distração, comete erros por descuido 
Distrai-se facilmente com estímulos do ambiente

  • Transtornos Alimentares 
Anorexia Nervosa 
Recusa em manter o peso em um nível igual ou acima do mínimo esperado para a idade 
Medo intenso de ganhar peso ou de se tornar gordo 
Autoavaliação indevidamente influenciada pela forma e peso corporais 
Parada da menstruação 
Podem ocorrer episódios de comer compulsivo e purgação 
Pode levar à morte


 Bulimia Nervosa 
Episódios recorrentes de comer compulsivo 
Sensação de perda de controle sobre o ato alimentar durante os episódios 
Comportamentos inapropriados de compensação para prevenir o ganho de peso 
Preocupação excessiva com o peso e a forma corporal
  • Depressão 
Piora do rendimento escolar 
Tristeza, desesperança, irritação 
Diminuição de interesse ou prazer nas atividades diárias 
Diminuição da capacidade de concentração 
Fadiga ou perda de energia 
Diminuição ou amento de apetite Insônia ou aumento do sono
Baixa autoestima Ideias de culpa 
Queixas físicas (dor abdominal, cefaleia) 
Ideias de morte e suicídio 
Atenção aos “alunos que não causam problemas”
  • Transtornos de Conduta 
Agressividade contra colegas, ameaças, provocações ou intimidações 
Brigas, uso de armas 
Crueldade com pessoas ou animais 
Roubos, furtos 
Mentiras, rompimento de promessas 
Destruição de propriedade, provocação de incêndios
Invasão de propriedades Violação de regras em vários contextos (em casa, na escola) 
Fuga de casa Permanecer fora de casa até tarde da noite
Falta às aulas sem justificativas
  •  Transtorno Opositivo-Desafiador 
Frequentemente perde a calma 
Discute com adultos 
Desacata ou recusa-se a obedecer solicitações ou regras 
Adota comportamentos incomodativos 
Responsabiliza os outros por seus erros ou mau comportamento 
Irrita-se com facilidade 
Rancoroso ou vingativo

  •  Sinais de alerta 
Mudança do comportamento habitual 
Mudança da forma de se relacionar com os colegas e com os professores 
Queda do rendimento escolar 
Excesso de faltas 
Atitudes autodestrutivas 
Comportamento delinquente
  • Sugestões aos professores 

Não é papel do professor realizar diagnósticos de Transtornos Mentais

Ao identificar um aluno possivelmente portador de um Transtorno Mental: 
Conversar em particular com o aluno 
Conversar com os familiares do aluno 
Orientar o encaminhamento para avaliação psiquiátrica ou psicológica Manter comunicação com os profissionais de saúde durante o tratamento

  •  Relatório escolar


Grande importância no processo de avaliação diagnóstica e na evolução do tratamento 
Desempenho escolar 
Participação em atividades 
Comportamento dentro e fora da sala de aula 
Relacionamento com professores, colegas e funcionários





Fonte: Dr Julio Renó Sawada

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